Moda: "1. Uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo, e resultante de determinado gosto, meio social, região, etc. 2. Uso passageiro que regula a forma de vestir, etc. 3. Arte e técnica do vestuário. 4. Maneira, modo. 5. Modinha." Aurélio, 2000.
Pois sim, está explicado de maneira convincente? Moda é isso aí.
Disse o Aurélio.
Eu, no entanto, tenho uma opinião mais subjetiva. Moda, para mim, é aquela vontade louca de usar sarouel. Mesmo sem poder.
Moda é sentir o arrepio de prazer que antecede o desfile da Prada - e ficar os seis meses seguintes pensando na roupa, e no que é que a mulher estava querendo dizer e o que nós tiramos disso.
Moda é ler um milhão de blogs por dia, é escrever um blog de moda.
Moda é a expressão intíma e profunda do ser e do querer ser, do não ser, do tentar dizer, sem gritar, do fazer. Do aparecer, do entender, do manifestar. Tudo a mesma coisa? Redundância da minha parte?
Não.
Moda é mais do que se pode expressar. Nunca conseguirei dizer completamente o que sinto, quando vejo a roupa, nem quando visto. Este blog é a tentativa.
Encerro com Lya:
"Termino o livro e fecho o computador sabendo que por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes -, por mais que o contexto paralelo da arte expresse o profundo contraditório sentimento humano, embora dance à nossa frente e nos convoque até o último fio de lucidez, o essencial não tem nome nem forma:
é descoberta e assombro, glória ou danação de cada um." Lya Luft, Perdas e Ganhos.
Depois dessa, não tem mais o que dizer. Espero não soar pretensioso.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário