A nova silhueta é solta, ampla, reta, abalonado, justa, sexy, intelectual, minimalista, colorida, estampas combinadas, simétrica, descontruída, folgada, skinny, em tons de off-white, vermelho para os homens, rouge para as mulheres, azul, cinza, o pretinho básico volta com tudo, só não vale marron acessórios muito chamativos, bolsas grandes, tecidos naturais, couro, e-fabrics, tafetá, náilon, seda, renda, com ares boho, hobo, gipsy, ladylike, grunge, étnicos, japonistas, modernistas.
Uau.
Macro-tendências, micro-tendências. Fim das tendências, com a validade de todas as tendências.
A moda está mais democrática?
Sim, com certeza.
E os preços?
Ah... os preços? Ah. Você sabe. A crise.
Sei sim.
O que eu desejo, enquanto consumidor?
Me destacar, mesmo nessa epóca cinzenta?
Ser o homem-Ronaldo Fraga? Ser a poderosa mulher-Forum?
Ou ser Gustavo mesmo, correndo o risco?
Os anúncios incessantes de cortes, de redução, de remanejamento, de adoção de pacotes de auxílio, me deixam com os nervos à flor da pele.
Eu amo a moda, mas parcelada - coisas de quem não tem salário.
E eu sei, todo mundo que adora a moda sabe, que as roupas tem um custo alto. Não exige que seja dito que, grande parte destas, não custa metade da metade do valor de etiqueta e que vale muito mais a pena arriscar a chegada da sale season. A não ser que você tenha grana em caixa. Mesmo sabendo que estamos sendo explorados, nos rendemos aos desejos consumistas.
Ainda mais quando se decreta que tudo pode.
Se tudo pode, as chances de errar são grandes. Mas a de acertar são ainda maiores.
Se produzir, e ajudar os amigos a se produzirem fica incrível.
Não sei.
O "nirvana", da Osklen, está me chamando. Grafite, bege ou musgo?
267 reais, as duas primeiras, 367, a última.
Mesmo assim.
Não posso com sarouel. Quadril largo. A Glória já disse que é "democrática". Mal para todo mundo. Eu adorei. Se fica mal até nela, eu não tenho do que me envergonhar.
Divago.
Melhor ir pensar na nirvana - quem sabe meditando não chego lá, sem necessidade de consumir.
Até.